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Najla Dança do Ventre >Ritmos
1)Baladi-Compasso
4/4, é sem dúvida o mais conhecido e mais utilizado ritmo para a dança do ventre.
Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maksoum. Maksoum simples
é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você
escuta música oriental com acompanhamento de percussão, certamente reconhece
o tradicional DT-TD-D do Maksoum. O Baladi é uma versão folclórica do significado
da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maksoum, caracterizado
pelos familiares dois dums que lideram a frase. A palavra Baladi significa meu
povo, pode representar a terra natal e tudo o que tenha origem popular. Este
ritmo é muito típico e o mais executado pelos músicos e cantores pop, principalmente
no Egito, já que possui forte apelo comercial.Sempre seus acentos devem ser
muito bem representados durante a dança. O Dum duplo tende a submergir quando
há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato,
então utiliza-se como base, uma versão simples de Maksoum. Existem inúmeras
variações do Baladi; e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o
Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi
é, na verdade, uma versão folclórica do Maksoum. Dum - Dum – TKT - Dum - TKT
2) Wahd Wo Noss Significa em português 1 e ½ (um
e meio). O ritmo recebe este nome por possuir um acento e meio no começo da
frase. Entre suas marcações, entre as batidas, há espaço para preenchimento.
No meio e ao final, que é utilizado pelo músico de forma criativa e inusitada.Compasso
8/4, a metade dele é muito usada nas músicas clássicas também, sendo denominado
de "Wahd". Wahd serve para quebrar uma evolução, dando uma sensação de queda
de andamento. O Wahd, como é a metade do Wahd Wo Noss, contém 4 tempos por compasso.
Wahda significa "um" e corresponde ao primeiro Dum do compasso. Tem sua origem
na Líbia. Ele lembra o caminhar de um camelo no deserto.Popularizado como o
ritmo para a dança da serpente, onde a bailarina deve mover seu corpo como se
fosse uma cobra. Os braços são a prioridade de movimento neste ritmo lento e
cadenciado, de origem antiga.Wahd Wo Noss é usado não só em músicas clássicas,
como também em taqsims (improvisações melódicas). Aparece com freqüência no
início de um solo de derbake proporcionando um começo lento e envolvente para
o que vem a seguir. É comum em peças clássicas, o wahd preceder um solo lento
de algum instrumento. Os acentos fortes estão nos tempos um, cinco, seis e sete
do compasso, sendo que o tempo três é uma pausa. Deve-se evitar seguir somente
os acentos do ritmo para não apagar o solo do instrumento melódico. Ele sim
que deve ser seguido e evidenciado. O ritmo turco e grego Tschifftitilli, corresponde
ao Wahd Wo Noss egípcio, mas possui uma certa variação.
3) Tschifftitilli Ritmo 8/4, que é executado lentamente
(comparando-o ao Baladi, por exemplo). Em essência, também como outros é similar
ao Maksoum. Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado
na Raks Sharky, também é comum na Turquia e nos países árabes como dança de
casais. Alguns consideram como o Wahd Wo Noss, usualmente é tocado de forma
lenta e moderada preferencialmente mantendo espaços entre as batidas. Os derbakistas
apreciam completá-lo com improvisações inesperadas e criativas. É usado para
acompanhar o Taqsim, improvisação melódica de um instrumento solo.
4) Zaffe
Ritmo 4/4 egípcio é específico para casamento. Em
especial, é a despedida da noiva da casa dos pais e a entrada dela numa vida
nova.É tocado não só pelo derbake, mas também pelo daff e principalmente pelo
mazhar. Normalmente é feita uma procissão, muito típica no Cairo. Quando a noiva
se despede da casa dos pais, na noite do casamento (apenas nesta noite, não
no noivado, não no pedido, não em outra ocasião), ela vai passar pela casa da
mãe e os amigos vão juntos.Existe uma música que se chama "Do'u El Mazhar",
a tradução seria "Que toquem os Mazhars", porque diversas pessoas vão a pé,
caminhando junto com a noiva e passam pela casa dela porque ela vai entrar numa
vida nova.Este ritual significa que ela possa deixar para trás na noite do casamento
qualquer sentimento que possa incomodar, os maus-olhados; é como se fosse um
ritual de boa-sorte. Essa procissão, essa passagem tem que ser feita a pé. Vale
a pena dar uma olhada no vídeo da Fifi Abdo, onde há uma representação do Zaffe.
5) Fallahi
 Típico
para folclore. Se traduzirmos para o português, significa "caipira". A palavra
Fallahi representa algo criado por um Fallahin - camponeses egípcios, que utilizavam
este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração que estão particularmente conectadas
às épocas da colheita.Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maksoum.No
Egito os homens dançavam o "Saaid", um ritmo especial para eles e as mulheres
tinham o "Fallahi". Esse ritmo vem do interior do Egito e antigamente, e até
hoje, em algumas regiões as mulheres vinham buscar água com um jarro sobre as
cabeças e em grupo. Trabalhar, buscar água longe, trazer ou lavar roupas na
beira do rio. E para passar o tempo, para se cansar menos, elas tinham canções
e dançavam ao ritmo fallahi. É comum encontrarmos este ritmo na dança do jarro,
na dança "Ghawazzi", que é a dança Cigana Egípcia e em todas as danças típicas
do interior, danças caipiras do Egito. Ele é um ritmo onde podemos encaixar
passos que tenham duas partes só, porque ele é constante e muito acelerado.
É necessário que a bailarina desenvolva precisão e agilidade sem colocar força
nos movimentos.
6) Karachi Ritmo 2/4, significa "rolar". É um ritmo
rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África, apesar de não ser
um ritmo egípcio. É fácil perceber que ele não pertence à música egípcia, porque
o início de seu compasso não é marcado por Dum (uma batida grave), mas por Tack
(uma batida aguda). Este não é um ritmo comum. Bom para deslocamentos. Mais
comum em entradas e saídas de palco. É curto e constante.
7) Malfouf Ritmo 2/4
egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas
do palco, porque fornece uma conexão com os fluxos dos movimentos.O ritmo Malfouf
também é chamado de "Laff" no Egito e significa "algo embrulhado, enrolado".
Seus acentos nos Tácks dão um sabor especial. É muito similar ao nosso baião.
Usado também em alguns folclores árabes e danças específicas, como por exemplo,
o "Melea-Laff", a dança do lenço enrolado, típica egípcia e também "Raks El
Shamadã", a dança do candelabro.Na primeira dança citada ele é mais acelerado
e na segunda ele é mais calmo.Malfouf é comum também no acompanhamento nas danças
de grupo e coreografias modernas ou tradicionais. Durante espetáculos de dança
do ventre é utilizado como "ponte" de movimento, ou seja, faz a passagem de
uma situação cênica para outra. Para o estudo você pode desenvolver uma versatilidade
de deslocamentos com a utilização do Malfouf.
8) Maksoum Compasso
4/4, é um ritmo muito forte, no que se refere ao sentimento de animação.É considerado
uma forma mais acelerada do ritmo baladi. Maksoum significa "cortado ao meio",
alguma coisa que foi partida pela metade, isto deve-se provavelmente ao seu
acento forte no contratempo entre o tempo um e dois.Sua diferença em relação
ao ritmo Baladi é que o Maksoum principia-se com um Dum enquanto o Baladi, com
dois Duns. É amplamente utilizado na música moderna egípcia. Possui duas variações,
uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma
variação de Masmoudi.O Baladi e o Maksoum são os ritmos básicos da música árabe.
D T TKT D TKT TK
9) Masmoudi Ritmo
8/4, teve sua origem na Andaluzia. Significa "algo que está suportado por um
pilar, como uma estátua ou algo semelhante". É muito usado em músicas clássicas,
para trazer à tona diferentes nuances.O Masmoudi é muito similar ao Baladi,
só que realizado diminuindo o andamento do compasso, transformando o tempo de
quatro, para oito.Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. Às vezes a primeira
frase tem duas batidas condutoras. Esta versão com dois Duns iniciais chama-se
Masmoudi Kebir (Kebir = o grande) é também chamado "Masmoudi Guerreando", devido
à sua cadência agressiva, supõe-se que ela soa como um homem e uma mulher discutindo.
Ele se distingue do Masmoudi Saghir, que é outra versão com três duns. É usualmente
chamada "Masmoudi Caminhando". Esta é muito comum na música para dança e é usada
para intensificar a percussão criando um momento especial na apresentação, enriquecendo
a mesma.

10) Said Traduzido
diretamente para o português significa feliz, é um ritmo árabe bastante popular
executado em ocasiões festivas.Na essência, Saaid é um Maksoum com acento mais
forte no DUM. Muito popular no alto Egito, é o reverso do Baladi. Os dois Duns
que iniciam o Baladi, aqui são encontrados no centro do compasso. Usualmente
tocado de forma acelerada, possui acentos fortes, com sobreposições de graves
por todo o compasso. Algumas vezes, o Saaid é tocado com uma antecipação do
primeiro tempo, o que lhe dá uma característica mais quebrada e rica.Ritmo 4/4,
originário de El Saaid, no Alto Egito, era chamada originalmente Raks Al Assaya
ou Dança da Bengala, dançada por mulheres e é uma versão suave e muito mais
delicada que a dos homens.Tradicionalmente usado para "Tahtib", uma dança marcial
masculina, na qual os homens simulam lutar com longos bastões que fazem às vezes
de uma arma. Seus movimentos são fortes, ágeis, marcados por saltos, giros e
batidas de bastões.
11) Samaai É um ritmo
muito complexo. Vem da estrutura antiga de música árabe. A palavra "Samaai"
significa "escutar". É uma música montada em cima de uma métrica poética específica,
com um ritmo específico e feita para o deleite. Uma música para ser apreciada
e não necessariamente dançada.Ritmo amplamente utilizado na música clássica
egípcia e na música sufi turca. Possui uma seqüência de três partes: uma com
3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8
utilizado nas composições chamadas Samaaiat. Pode aparecer dentro de uma música
para dança, mas ela não é tão comum assim. Se essa música for feita para ser
apreciada, ela exige de certa forma, todo um respeito e uma contemplação. Se
esse ritmo aparecer numa música para dança, é esperado da bailarina que ela
possa reproduzir no próprio corpo a suavidade e a delicadeza que este ritmo
imprime. E de certa forma, só mesmo acostumando nossos ouvidos escutando as
peças mais antigas, poderíamos estar sintonizando melhor este significado. É
o ritmo típico do "Moash'ras" ou andalucia, que é a música que nasceu no sul
da Espanha, na época em que os árabes migraram para lá e ficaram por um tempo.
Uma música rica, delicada e encantadora.
12) Soudi Aadany ou Soudi, significa "aquilo que
é da Arábia Saudita" ou "que vem do Golfo" e é um ritmo 2/4. Especial para dança
conhecida como "Raks El Nash'at" ou dança Khalige. Essa é uma dança tradicional
originária do Golfo Pérsico, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes. Os movimentos
desta dança são marcados nos contratempos, feitos pelo "Merwas" (pandeiro do
Yemen). A Tabla ou Derbake, quando tocada sem esse acompanhamento resulta em
algo empobrecido e até mesmo descaracterizando a intenção "para cima", que se
sente ao ouvir os acentos fora do pulso do compasso.Em festas femininas e casamentos
é comum que as mulheres coloquem o tradicional vestido khalige por cima de sua
roupa de festa e dancem sempre. São festas fechadas e familiares. Os países
onde este ritmo é mais conhecido são: Kuwait, Katar, Arábia Saudita e Emirados
Árabes. No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são os dançarinos
tradicionais. As mulheres vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico
e ricamente bordadas, dançam de forma bastante sensual movendo a cabeça, mexendo
os cabelos e marcando o ritmo com os pés.Nos shows tradicionais fora de seu
país de origem, às vezes a bailarina para homenagear alguém da platéia que provém
de um destes países, insere uma pequena demonstração de khalige em sua apresentação,
o que faz a alegria dos turistas.
13) Taqsim É uma improvisação
que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado
instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição.É
tocado sem instrumentos de percussão e freqüentemente por um só instrumento
que pode ser a flauta, o alaúde ou o acordeão. Tradicionalmente, é utilizado
para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que
quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.
14) Ayubi É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado
para acelerar (ou "aquecer") uma performance. Ele se encaixa bem com outros
ritmos e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado
durante tempos muito longos, pois torna-se monótono. É bem parecido com o ritmo
Soudi.Comum e claro, é tocado no oriente desde a Turquia até o Egito. Lento
para a dança tribal do norte da África, chamada "Zaar", que é realizada para
afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos
ou camelos jovens, num tipo de ritual.No Marrocos, numa versão mais acelerada,
é presente no folclore e é tocado num compasso de 6 tempos. O som dele, dizem
alguns, ilustra em forma de música o andar dos cavalos no deserto.Existe uma
dança típica beduína que pode ser apreciada no Egito, onde um homem monta sem
cela um cavalo árabe e comanda os movimentos do animal com seus pés. A música
tem como base rítmica o Ayubi e a melodia desenhada por mizmar (flauta). Tudo
permeado de improviso.Quando tocado com dois Duns, chama-se "Bayou". Na dança,
Ayubi aparece em momentos de transição na música e você necessita usar de criatividade,
pois ele por si só é linear e não provoca inspiração gratuita.Atualmente este
ritmo é executado dentro de espetáculos de dança, mas sem o objetivo ritualístico.
O zaar: Dança de exorcismo, que estabeleceu-se no Sudão em 1820.É uma dança
de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo
Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual
utiliza-se percussão e dança. Seu ritmo é o Ayubi. No Zaar, a maior parte dos
líderes e dos participantes são mulheres. Muitos estudiosos têm notado que,
embora a maioria dos espíritos transmissores sejam masculinos, as "receptoras"
geralmente são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das
cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou
fazer as oferendas. De fato, em algumas culturas praticantes do Zaar, são observadas
tendências em se inserir uma participação masculina maior, nas quais ele, mais
do que cooperador, busca tornar-se o líder. Atualmente ocorre uma proliferação
de grupos de culto no Sudão, além de uma diversificação nos tipos de Zaar.Quando
esta dança é executada dentro de espetáculos de dança, ela não possui um objetivo
ritualístico.
15) Vals Ritmo 3/4
utilizado na música oriental e também na música ocidental, conectado à própria
valsa. Transmite uma influência, mas de certa forma interrompida por sua contagem
de tempo em número ímpar.Encontrado especialmente nas músicas clássicas egípcias.
O acento principal encontra-se no primeiro tempo do compasso.
16) Hatcha É um ritmo
mais lento e que não veio do Egito. É originário da Síria e Líbano. É muito
envolvente. Quando a bailarina encontrar esse ritmo na música que estive dançando,
deverá expressar suavidade, delicadeza, emoção. Normalmente este ritmo é acompanhado
por floreios executados pelo derbakista.
17) Fox É essencialmente
uma marcha, provavelmente criada por influências de músicas ocidentais.Usada
em composições modernas no Egito. Não é um ritmo tradicional. É constante e
acelerado. O deslocamento se mantém.D S D S D S D S
18) Jabalee ou Soudasi
Basicamente folclórico, os jabalees são pessoas muito simples, que moram nas
montanhas do Líbano.Dança de roda usado muito nos países árabes, para comemorar
um casamento ou algum acontecimento de muita alegria, o jabalee é o ritmo utilizado
para dançar o Dabke.
19) Aksak Compasso
16/4, este ritmo foi documentado no Touma's - a música dos árabes. É assimétrico
e dá um sentimento de parada ou vacilação.O termo Aksak, foi usado pelos músicos
turcos, para descrever a grande variedade de ritmos registrados nos grupos dois
e três.Usado na música grega com pausas longas e curtas. DDDTKTD SSDTKT D TK
DDDTKTDSSDTKT DTK
20) Bamby Ritmo 4/4,
tem um sentido de "chamada" ou preparação para algo que está por vir, devido
aos seus três Duns pausados iniciais. D D D T K T K T
21) Hagallah ou Hajallah Essa dança de celebração
é realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh, próximo à Líbia. Relacionado
ao kaf (palmas). O Hagallah é encontrado também em outras partes do Oriente
Médio. Acredita-se que a palavra Hagallah, venha do árabe hag'l, que designa
"saltar, pular". É realizado junto dos noivos no Zaffe (procissão), que corresponde
também à época de colheita. Hagallah refere-se à dança, música e esta celebração.
Familiares e amigos acompanham com cantos e palmas, mostrando sua solidariedade
para com os noivos. A figura central da festa é uma bailarina, que pode ser
membro da família da noiva. A bailarina pode estar total ou parcialmente coberta
por véus. Ela dança à frente de um homem, denominado de kefafeen. Esta dança
não representa uma disputa entre homens e mulheres, mas denota o poder entre
estes gêneros, suas graças.A mulher caminha com passos curtos e shimmies à frente
da procissão. Ela pode portar um bastão ou um véu em suas mãos. O bastão não
é manuseado como na dança Raks Al Assaya. No Iraque, há uma versão para o Hagallah,
onde a bailarina porta uma espada e os homens tentam tirar seu véu. Algumas
vezes o resultado é desastrosos, podendo haver feridos.O jogo sedutor na festa
de casamento é muito complexo e hoje se encontra deturpado nas grandes cidades.
No final da cerimônia, a bailarina ajoelha-se diante do kefafeen e entrega seu
bastão ou seu véu. E ele lhe dá um ou dois braceletes como símbolo de força
e sorte diante da nova proposta. Compasso 4/4, este ritmo é a metade do Masmoudi
Kebir. A letra "g" é empregada no Egito e o "j" no Líbano e Síria, é como um
sotaque. O Hagallah também designa uma seqüência composta por Setrak (um percussionista
muito famoso no Oriente). Este seu solo foi copiado por diferentes tablistas
e é usado até hoje.Consiste numa introdução com Malfouf ou Laff, em três compassos,
como uma pergunta e no quarto compasso há uma resposta de Dum Dum Tack. Em seguida,
entra o próprio Hagallah, três compassos novamente e a resposta Dum Dum Tack
no quarto compasso.Posteriormente é feito um ritmo mais lento, similar ao Wahd
de 4 tempos, ainda com as respostas no quarto compasso já mencionadas.Esta seqüência,
é uma excelente introdução para solo de tabla, pois o diálogo dos ritmos com
perguntas e respostas é rapidamente capitado pela dançarina.
22) Samba Compasso 4/4, é um ritmo usado especialmente
nos solos de derbake. O Samba tem justamente uma pitada do nosso ritmo, fornecendo
alegria e brasilidade, através das marcações no contratempo entre o tempo um
e o dois.
23) Rumba Seu estilo nos remete à Espanha. É um
ritmo 4/4 e pode fornecer uma impressão de que seja um compasso de 3/4.Há um
outro ritmo denominado Bolero, que é uma versão mais lenta da Rumba, utilizado
em músicas como "Mirselu" e "Erev Sehl Schoshanim". A Rumba, inicia-se pelo
quarto tempo do compasso e isto é responsável por sua graciosidade.
24) Karsilama Compasso 9/8, significa "frente a
frente" em turco.Sua formação é de três compassos de dois tempos e um de três.D
K T K T K KDKT KT K T
25) Rush Floreado
utilizado pelo percussionista, que cria um grande impacto na audiência. Não
possui acento pré-determinado nem contagem. Os dedos passeiam com rapidez assombrosa
no derbake, criando a sensação de vibração sonora. As flutuações de aceleração
são totalmente improvisadas; a bailarina e o músico devem estar perfeitamente
entrosados.Para o expectador, o instrumento leva a música para dentro de seus
ouvidos e o corpo da bailarina deverá ser a tradução exata das impressões sonoras
recebidas.
26) Andaluz Originado
pelos mouros islâmicos afastados da Espanha. Este é caracterizado por passos
ligeiros e braços com graciosidade arabesca, que desenham os meandros da melodia.
Um véu evidencia a sinuosidade dos movimentos. Acompanhado de uma música clássica:
nouba. Nouba designa "um por vez", na pauta ou na composição musical. É concentrada
em uma série de peças vocais e instrumentais construídas sobre um tab ou modo
particular. O desenrolar é variado dos ritmos e movimentos variados. No início,
nouba correspondia a cada hora do dia e da noite, assim como as regras indianas.
Devido à sua transmissão oral, perdeu sua significação, por culpa do tempo e
da memória. A orquestra para a execução do Andaluz, deve estar composta de instrumentos
de corda, sopro e percussão. Este estilo foi executado para grandes califas,
sultões, reis, sheiks e mais tarde, gerou o estilo de dança conhecido como andaluz,
muito sofisticado e apreciado por um público cativo. |
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